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quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Poema 222 - Epifania Mariana, Epifania


20/07/09 - 01:38

...e de repente, ela abriu os olhos
foi uma surpresa, em meio a multidão
um desatino no corpo, na alma, explosão
uma epifania, cobriu o corpo em óleos

...e sem demora, o mundo coloriu-se
tantos fragmentos, encaixaram-se
a tortura de longos anos, passará
foi tão simples, enfim, sangrará

...e sem alarme, a pressão desfez-se
afinal, o turbilhaõ de sentimentos
precisa ter vazão, sem mais lamentos

...e agora ela? Ela perguntou-se
o que fazer com as peças brilhantes
o único jeito, é trilhar adiante

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Poema 215 - Gotas


06/07/09 - 21:19

Essas lembranças gotas d'água
Pingam e pingam, então inundam
Despertam as vezes mágoas
Do passado, que não mudam

Mas em geral são moinhos
Coloridos e alegres
Comboios já algo roídos
Com memórias já entregues

Quase sempre é melâncolia
Lembrança saudosa do passado
Gotas d'águas que eu lia

Trazendo saudade do contado
Efêmeros ecos já des-importantes
Tão presentes, tão gritantes

Poema 214 - Vínculos

06/07/2009 - 20:43

É menina aceite a verdade
A vida é feita de vínculos
De átomos até os círculos
Não se escapa da realidade

Uns vens e outros vão
Sabes bem que é assim
Tira o medo do coração
Tanto para ti e para mim

Porque a ligação só se rompe
Se houver pressão externa
Senão, acredite, segura a ponte

Claro, se digo de átomos é fácil
Humanos complicam essa idéia
Por isso criamos tais laços

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Poemas 213 - Sem Nome III


A Série Fósseis foi escrita antes de eu começar a escrever poemas. São poemas iniciais, feitos no ano 2000. Perdidos em anotações velhas e cadernos gastos. Talvez mais para a frente, eu os releia.

Amigos, ó sim, amigos
É bom tê-los, nos ajudam, nos apoiam, nos confortam
Amigos, ó sim, amigos
Como é ruim tê-los, nos machucam, nos maltratam
Amigos, ó sim, amigos
Minha dor, minhas trevas, meu poço do fim
Amigos, ó sim, amigos
Sem eles não vivo, ao seu lado, não nos suportamos
Amigos, ó sim, amigos
Quando são como irmãos, por eles daria a vida
Quando são como cobras, lhes faltaria quando mais precisassem
Mas amigos, aqueles, os Amigos
Esses são poucos, um a cada mil
Mas por eles eu vivo e por eles eu morro
Porque sei que o mesmo por mim fariam
Ah, amigos; amigos, ó sim; os amigos
Meus irmãos e inimigos
Meus ódios e meus amores
Minhas dores e regojizos
Minhas lágrimas e dissabores
Cada um, um pedaço de mim, cada distância é uma parte que se vai
Até que no fim, só resta a carcaça vazia e pálida
De um simples corpo, que sofre de um mal
O mal da necrose da amizade, que dói até seu fim
Quando em nós,não nos resta mais nada
Ah, os amigos; pois sim, os amigos...

Poema 211 - Sem Nome I

A Série Fósseis foi escrita antes de eu começar a escrever poemas. São poemas iniciais, feitos no ano 2000. Perdidos em anotações velhas e cadernos gastos. Talvez mais para a frente, eu os releia.

Como um vazio, me invade a alma
Sinto a sensação no estômago, como algo que me falha
É dor, é medo, é martírio e regojizo
Isto porque me diz o que sinto

Diz-me que não sou de ferro
Que penso e lembro daqueles que quero
Estão longe em distância, mas vejo-os a noite
Quando ao olhar para o céu escuro com eles me ligo

É um ciclo como na vida
Pois mesmo distantes são parte de mim
Parte que dói ao se lembrar

Mas que alegra ao pensar
Que não deixo de sentir
Pois sei que em algum tempo, com eles hei de estar