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segunda-feira, 18 de dezembro de 2006

Poema 33 - Desejo Visceral


Espectros do anel, todos seremos
Escravizados por nossas paixões
Nossas almas serão nossas prisões
Crime e castigo por tudo querermos

Olharemos o céu e veremos cinza
Fruto da amargura da nossa fome
Em nossas testas, gravar-se-á um nome
Escravo; o nome que te satiriza

Vagaremos, mortos-vivos errantes
Buscando a esmo, a nova amante
Nos palmos secos, tudo que nos cerca

Seremos efêmeras cascas profanas
Conosco odor pútrido que emana
Não há esperança se assim encerra

quarta-feira, 23 de agosto de 2006

Poema 14 - Homenagem a Rent 2 - A Vela - Dança no Escuro


Você pode acender minha vela
Enquanto dançamos no escuro?
Me deixe enxergar a chama na tela
Nossas sombras no muro

Passos fortes, distantes
Olhar fixo, calor?
Quebrada a distância, Ah! Sabor!
Passo, passo, dúvida: amantes?

A vela se apaga
Nosso ato; acaba
Corpos distantes, mãos unidas

Coração acelerado, ritmo nas batidas
Novos passos (melodia?), simetria
Outra vela, corpos agora? Epifania!

segunda-feira, 21 de agosto de 2006

Poema 12 - Homenagem a Rent


Como você mede um ano de sua vida?
525.600 minutos?
Ou pela estrada percorrida?
Talvez pelas pessoas que escuto?

Podemos medir nosso ano
Pelos aprendizados vividos
Pelos erros cometidos
E também pelos alegres enganos

Pelas emoções sentidas
Pelos sentimentos feridos
Ou pelo fechar das feridas

Mas prefiro contar meu ano
Pelo amor a quem me é querido
Pelo amor a todos que amo