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terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Poema 211 - Sem Nome I

A Série Fósseis foi escrita antes de eu começar a escrever poemas. São poemas iniciais, feitos no ano 2000. Perdidos em anotações velhas e cadernos gastos. Talvez mais para a frente, eu os releia.

Como um vazio, me invade a alma
Sinto a sensação no estômago, como algo que me falha
É dor, é medo, é martírio e regojizo
Isto porque me diz o que sinto

Diz-me que não sou de ferro
Que penso e lembro daqueles que quero
Estão longe em distância, mas vejo-os a noite
Quando ao olhar para o céu escuro com eles me ligo

É um ciclo como na vida
Pois mesmo distantes são parte de mim
Parte que dói ao se lembrar

Mas que alegra ao pensar
Que não deixo de sentir
Pois sei que em algum tempo, com eles hei de estar

segunda-feira, 9 de outubro de 2006

Poema 21 - Fênix Ressurecta

 
A Fênix ressurecta flamejante
Tal qual a primeira explosão
Foi espetáculo de fé e de comoção
De lágrima dos olhos gotejante

É a vida em sua total plenitude
Posta a prova por nossa maldade
A destruímos por vil iniqüidade
E ei-la retumbante de formosa virtude

Seu fogo purifica, mas destrói
E das cinzas, tijolo universal, constrói
Mas é mais do que simples matéria

Sua chama toca o coração
Modificando pedra em emoção
E da sombra negra, humana regalia