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sábado, 20 de outubro de 2007

Poema 127 - Endócrino


Célula a célua, primeira comunicação
Boca-à-boca, no começo da civilização

Célula nervosa, comunicação à distância
Telégrafo, da cidade à estância

Neuroendócrino, da cabeça ao meu pé
Telefone, agora minha boca bota fé

Endócrino, meu corpo a longo prazo
Internet, expandindo até o espaço

Teoria do ponto único, espaço unificado
Droga, meu corpo ainda está confinado

Chega de me comunicar por células
Vou ficar conectado

sábado, 29 de setembro de 2007

Poema 95 - Sabedoria Popular


Na vida não se recupera
O tempo já tão defasado
Mas se estufa o peito desgastado
E em tudo a gente se esmera

Devagar, vamos indo em frente
Frase batida, tão recorrente
Sem colocar os bois na frente
Dessa carroça, minha gente

Certo é que quem planta colhe
Me disseram: menino, olhe
Aonde amarra a tua égua

Mas bandeira branca, trégua
Contra essa chuva forte
Só com reza e sorte

segunda-feira, 26 de março de 2007

Poema 66 - Dormindo Com o Nariz de Boccage

 
Dormir, dormir, dormir
Dormir para do mundo fugir
Para nos sonhos viver
E neles poder renascer
Dormir para poder sonhar
Para o prêmio ganhar
Até mesmo dormir por prazer
Da boca à baba escorrer
Dormir até da cama cair
Com os olhos abertos não querer ver
Ainda no chão voltar a dormir
Dormir, dormir, dormir