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quinta-feira, 18 de outubro de 2007

Poema 120 - Dias Ruins


Esses dias tão ruins
Fazem retornar em mim
O desprezo pelos humanos
Com a vontade de eliminá-los sem prantos

Apertar o botão vermelho final
Não deixar sobrar nenhum
Nem mesmo a mim
Pois não valemos o sal da Terra

Quanta benesse nesse mundo novo
Desumanizado, seria mais vigoroso
Sem este vírus: Humanidade

Porque nada há de bom nesse povinho
Que já se perdeu a muito do caminho
Morra logo, por piedade

Poema 119 - Raiva


Raiva explodindo no peito
Sobe como azia quente
Deixa um gosto amargo, diferente
De um jeito ruim, imperfeito

Mas não é do tipo rápido
Vulcão Krakatoa, explode e passa
É caldeirão das bruxas bascas
Lento fazedouro de elixir mágico

Elixir, não! Veneno maquiavélico
Raiva que pede sinistros planos bélicos
Sim! Raiva fria! Arquitetural

Raiva lenta, de pratos frios
Entranhada em cada poro, é pavio
Sedo e fogo contínuo e residual

Poema 118 - Idiotas do Mundo


Idiotas do mundo, uni-vos!
Vós que pregais sempre ajudar
Mas com seus cuturnos nazistas a andar
Acham-se no direito de punir-nos

Suas grosserias tamanhas
Defecando ordens constantes
Achai-vos da razão governantes
Mostrarei vossa natureza tacanha

Sois pedra por fora
Mas por dentro, o medo devora
Tua grosseria feita comigo passa

Mas teu medo que te faz pequeno
Continua lá, te mordendo
E eu de ti, faço graça

Poema 117 - Ódio


Ódio, passo seguinte da raiva
É sua mão sem controle
Cega em si mesma, de valores
Nulos, moral deslocada

Faz-me ver minha vilania
Vontade de matar, arrancar
O coração pulsante e deixar
Seu dono vê-lo, que alegria

Ódio, dá vontade de gargalhar
Faz com a loucura par
Pois seus planos são de intuição

Está no esfregar de mãos ardilosas
É mal puro de forma prazerosa
Pois não tem remorso de sua ação

quinta-feira, 3 de maio de 2007

Poema 69 - Gratidão

 
Ah, droga! Sou imperfeito!!!
Amaldiçoados sejais vós que me obrigam
A enlouquecer-me e ser perfeito
Vós ouvireis agora, meu uivo, meu trovão
 
Chega! Chega de ter a palavra certa
Adeus aos outros diplomaciar
Rasgo este papel de ter sempre o que falar
Eu vos darei minha mudez direta
 
Ah! Como é bom não ter as respostas
Ser perdido, sem caminho, sem sentido
Não ter essa função de fortaleza
 
Danados sejais todos vós
Que obrigaram-me a tal papel sem voz
Sou imperfeito e livre, tenhais certeza
 

quinta-feira, 1 de março de 2007

Poema 56 - Revolta

 
Cuspo de volta teu sangue podre
Esta vida de falsos valores
Arranco de mim tua carne vil
Adeus para teu pérfido ardil
 
Agora morra meu deus interno
Daemon, não sou teu subalterno
Só revolta e indignação
Sou o sal da terra, a maldição
 
Teus ícones ciso, mundo, adeus
Gargalho, aceno, aos fariseus
Destruí vossas armas no xeol
 
Mundo falso, és vicissitudes
Teu calor falso em atitudes
No fim, tenho meus nasceres-do-sol