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sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Poema 259 - Benção


29/01/10 - 23:58

Porque te amar é natural
Como respirar ou pensar
É aquele pedaço emocional
Que falta para completar

O homem que nunca sentia
Fingia, poeta, emoções
Blasè, os dias vivia
Novo, em considerações

Porque amar-te é assim
É total, sem restrições
Sai das fímbrias em canções

Melodia que flui de mim
Sentimento, enigma da razão
Porque és de Deus, benção

Poema 258 - Sentir Amor



01:30 - 29/01/10

Quantas vezes eu já dissera
Agora conheci e senti o amor?
Fui invadido por paixão e fulgor
Era jovem tolo, que muito erra

Com os erros, escolhi ser só
Não ter ninguém, nem emoção
Viver cada dia em contemplação
Do ego próprio, arrogancia atroz

Jovem tolo, errou mais ainda
Vi na minha escolha, nova ferida
Flutuando entre amores criados

Paixões aceitas, rolar de dados
Mas Deus não joga, determina
Desfeito, este vício, termina

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Poema 252 - Palavras II


25/12/2009 - 00:35

...e na minha arrogância tamanha
considerei dizer-Te com perfeição
usando formas humanas na intenção
palavras criadas da mente humana

...mas ainda que imperfeito
sou tua imagem e semelhança
esforçando-me pela herança
de ser Teu amado obreiro

Porque os feitos que tenho
São de palavras falhas
Abarcando-as e contendo

Os meus sinceros sentimentos
Com falhas e imperfeitos
Mas oferendas minhas, várias

Poema 249 - Não mais fugir



24/12/2009 - 23:50

...e eu quem nada sou
que tanto pensei ser
fui salvo sem merecer
apenas porque Ele amou

...e mesmo salvo, pedra
ferro, mármore, eram regra
no corpo, na alma, na mente
Teu é o formão, solene

...e como criminoso, chorei
não quis, mesmo querendo
pedi, supliquei, mesmo sofrendo

porque luto contra a carne
perco alguns dias, eu sei
mas me moldas, em detalhe

Poema 248 - Coração Obstinado



21/12/2009 - 13:35


Mais uma vez ocorreu
o coração endureceu
a mente obstinou
vagamos em horror

porque fazemos por querer
por vontade e desejo
não escolhemos merecer
seguimos a combatê-lo

outra vez, e outra e outra
cometemos os mesmos erros
mesmo quando a vida aponta

porque decidimos cometê-los
já que todo caminho é escolha
novos erros, novas folhas


Poema 247 - Elogios Brutos



19/12/2009 - 17:36

Meus elogios são brutos
Minha não sutileza
Minha veia, com presteza
De elogios tão curtos

Mas ainda são sinceros
Mesmo quando atávicos
Estes elogios e versos
Soltos neste mundo plástico

Porque o belo sempre muda
Mas a essência retumba
O bruto visceral o é

Reflexo do passado, da fé
Apenas os aceite, agressivos
São expressão, não modismos


quinta-feira, 14 de julho de 2011

Poema 245 - Lágrimas de Poeta


11/12/2009 - 00:00

...e eu chorei por tantas noites
até as lágrimas serem areia
restando na alma, só açoites
nada é, nem que eu queira

... e desejei tanto, busquei
meus caminhos perdi, mas tentei
e o choro tornou-se amargo
e o sorriso, falso e largo

...enganei-me, até ser deserto
meu corpo e alma, sem rumo certo
só as lágrimas, minha rota

...o poeta, em plena derrota
pois é assim o destino
choro constante e repentino

quinta-feira, 3 de março de 2011

Poema 234 - Desperdiço


13/10/2009 - 12:07

Soube não ser você
Aquela que procuro
Mas no escuro
O coração te vê

Quem diria de novo
Em hormônios me envolvo
Serotonina recompensa
Mas agora é doença

Porque continuar nisso?
Quando se sabe o desfecho
Seguir com o ato em erro

Minha vida desperdíço
Devo outro vez morrer?
Cansei-me de me conhecer...

Poema 231 - Laços


19/09/2009 - 16:22

A solidão nos atraiu
Não que estivessemos sós
Mas eramos em solidão, nó
A solidão nos desuniu

Nossa tristeza de ser só
Era nossa força, nossa foz
O mesmo brilho, nos juntou
O mesmo escuro, nos apartou

Mas solidão não é igual
A minha sempre foi maior
Como era a tua, sem rival

Na competição pelo pó
Ninguém ganhou o prêmio
Estamos como sempre, no meio

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Poema 230 - Emotivos


19/09/2009 - 14:49

Não gosto de pessoas emotivas
Transbordantes de emoção
Tudo é engôdo e comoção
Redeiam com choro, cativas

Não é por culpa delas
É culpa do exagero
Quem aguenta as mazelas
De viver no desespero?

Porque emoção demais
Mais sofre do que apraz
Dor, martelada à lembrança

Alegria, é andança
Rápido vem, rápido vai
Nessas almas sem paz

Poema 227 - Choro


18/09/09 - 01:10

Hoje quis chorar sem motivo
Não foi por nada nem ninguém
Não era tristeza, era além
Era choro primitivo

Desses sentimentos sinceros
Que agarram, se enterram
Arrastam-se por dias, sim
Sem aviso, vão embora por si

E de melancólico sorriso
Mutam-se em euforia-narciso
Pois há tudo de fora se esquece

Porque o choro por choro
Me torna uno ao outro
É choro triste que aquece

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Poema 216 - Gostar de Gostar


06/07/09 - 22:17

Porque gosto de gostar de alguém
Não é pela pessoa em si
Mais pelo prazer de sentir
Um vício em paixão que me tem

Claro, gostar de gostar
É egoísmo deslavado
Mas se eu fosse me importar
Não seria desalmado

Nem tanto assim poeta
Nem a esquerda ou a direita
Sabes que tens uma meta

Procure seguir a receita
Mas gostar de gostar
É tão bom quanto amar

sábado, 23 de maio de 2009

Poema 186 - Cola e Rabisco


Porque me acostumei tanto com a dor
Que esqueço que posso viver sem ela
Colei-a em mim com fogo e ardor
Agora vivo em pranto e em mazela

Vai-te embora dor, companheira minha
Vai-te agora e não retornes cedo
Pois quero outros pagos, outras linhas
Pois sou mais que teu puro desejo

Ah, minta menos poeta, deixe de história
Tua dor não é tanta, é sim, hábito e memória
Bem sabes que é parte fingimento de vida

Enganar-te com emoções simples e queridas
Mentir para si, acreditar que podes sentir
Uma mentira nova não faz diferença para ti

segunda-feira, 11 de maio de 2009

Poema 178 - Elegia para uma princesa ou Versos Tristes e Sinceros


Porque eu nunca amei até estar contigo
Eu nunca sofri até te perder
Eu nunca soube desse castigo
Eu nunca precisei tanto morrer

Porque tu fostes aquela flor no campo
A mais preciosa margarida
Aquela que a vida quer tanto
Aquela que não merece ferida

Mas o poeta não te deu valor
O medo foi maior do que o amor
E de tudo fiz para te afastar

Porque não só de coração, se faz amar
Amar se faz de carinho e decisão
E eu não te fiz, voltei a valsa da solidão

Porque nem mesmo as eras ou as dores
Me tiram o pensamento de ti
Porque tu como eu disse, és flores
E eu, por esforço te perdi

E todos nós cantamos a mesma canção
O tango, a valsa, da dor e da desilução
E nessa valsa eu vou rodando
E meu coração lembrando

De cada erro e cada gesto e cada grito
De cada olhar, de meu medo e desatino
Pois fui fraco e covarde nessa vida
Me feri, mas sofro pelas tuas feridas

E eu poderia te dizer várias coisas em canção
E nenhuma delas expressaria meu amor
Nem meu carinho, nem o valor do teu sabor
Da tua pele junto a minha, ou teu coração

Porque eu nos matei e morri assim
Eu construí a muralha da paixão
coloquei blocos de medo carmesim
E me fiz soldado disparando o canhão

E meu alvo de amor e sofrimento
Tua paixaõ e teu lamento
Como se tu não pudesses estar comigo
Como se tu fosses o inimigo

Quando tudo que eu via, era especial
A maior companheira, de amor triunfal
Aquela que eu queria me entregar
E deixei o medo me naufragar

E toda a lembrança é saborosa
Mas também é fel e dor teimosa
Que não é mais amor ou carinho
É a tristeza do poeta sozinho

E mesmo triste e ainda sofrendo
Eu só te peço: seja feliz, meu amor
Porque o poeta é tolo e sofredor
Mas tu és plena em alegria e dividendo

Porque tua planatação tem viço
Teu carinho se fixa em qualquer lugar
Tu és a dama em esplendor nada vulgar
Mesmo quando  triste ou em martírio

E meu carinho te quer tão bem
E me faz ficar longe por proteção
Mas estou sempre ao teu lado e com razão
Tu mereces do poeta tudo que ele tem

segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

Poema 167 - Sozinho

Sozinho, no calor da noite
Lembro da minha maldade
Do meu jeito sem piedade
Contigo, ser assim, distante

Por que quando fico sozinho
Só quero teu calor, teu abraço?
Me perco no teu corpo, meu laço
Em teus devaneios e sorriso

Mas ao teu lado, sou solitário
Porque, meu amor, assim que sou
Ou aprendi a ser, a vida calou

Mas minha emoção, já sem horário
Quer cumplicidade, não solidão
A luta da mocidade, razão e emoção

sábado, 15 de março de 2008

Poema 160 - Dá e Passa

Quem nunca teve vontade de rir
Na multidão, a boca sozinha ir
Motivo? Motivo algum
Achando isso algo comum?

Quem nunca quis chorar
Ao ver a solidão chegar
Mesmo entre amigos
Ou flechado por Cupido?

Quem controla o coração?
Vontades que vem e vão
Bipolares. Sorrir; amar; matar

Enganam com véus à razão
Não aceitam ninguém como par
Filhas internas da comoção

quarta-feira, 26 de dezembro de 2007

Poema 152 - O Fim

Acabou, terminou, é o fim, adeus
O amor que senti por ti, verdadeiro
A dor que te fiz sentir, sofrimento
Mas é verdade, nada me afeta
Meu coração é como pedra
Não diamante, que nada risca
Brilhante, vistos, que se cobiça
É como talco, que tudo risca
E com o sopro dos sentimentos
Se espalha, é um tormento
Meu coração é fragmento
Multiplicado infinitas vezes
Com o uivos dos ventos
De uma floresta sombria

sábado, 27 de outubro de 2007

Poema 134 - Indo além



É difícil e não entendo
Não tive escola para isso
Emoções de fluxo-chuvisco
Sentido feito de puro remendo

Sair de mim, como é possível?
Sair do egoísmo de capital criado
Para algo mais sublime e elevado
O Altruísmo de alma, próximo nivel

Talvez com a entrega plena
E o despreendimento sincero...
sim, uma verdade que vale a pena

Será que acharei o que quero? 
Quando sair e ir além entenderei
O outro, a emoção e renascerei? 

Poema 133 - Emoções Baixas


Meu medo era deixar
de sentir qualquer emoção
e viver máquina, só razão
pois elas podiam voar

Escapar para longe
com o primeiro vento
ficar a carcaça ao relento
um corpo com muita fome

É assim que se sente
quem vive perdido na mente
com um corpo de emoções baixas

não vis, más, torpes ou cruéis
mas intensas só nos papéis
de vidas envoltas em faixas

Poema 132 - O Outro


A medida de todas as coisas
não sou o eu antropocêntrico
está no outro, a mim excêntrico
alvo de minhas alcovas

Por que é tão árduo e sofrido
Expandir-me e ter empatia?
Sentir o outro, fico perdido
Serei incapaz desta rebeldia?

Sou tão cego e fechado
Vivo no sonho, isolado
E sozinho, posso viver?

Foi difícil, mas entendi a medida,
Mas parece ser infinita a subida
Para alcançar o outro e real ser