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sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Poema 263 - Ajuda-me



26/10/2010 - 13:36

Oração de desespero
O que dizer, não sabe
Não exprime, nada sai
Oração de sentimento

Quais as palavras de ajuda?
Quando a ajuda não exprime
A necessidade que se vive
Qual a palavra para a luta?

Se Tu já levaste minha dor
O que é isto em meu peito?
Leva o restante do dissabor

Ajuda-me, de qualquer jeito
Da forma que só Tu podes
Ajudar aquele que sofre


Poema 261 - Ajuda



26/10/2010 - 13:22

Dúvida, Senhor, dúvida
Feita diária de tristeza
Quem sana minha incerteza?
Escorrendo-se pela vida

Onde está a fortaleza pétrea?
Onde está a segurança férrea?
Quem está fraco nada vê
Só a fé no Teu poder

Senhor, dúvida mortal
Mesmo sabendo Tua moral
Dúvida de tristeza

Socorro, tem presteza
Adeus dúvida apática
Ajuda, vem empática


Poema 259 - Benção


29/01/10 - 23:58

Porque te amar é natural
Como respirar ou pensar
É aquele pedaço emocional
Que falta para completar

O homem que nunca sentia
Fingia, poeta, emoções
Blasè, os dias vivia
Novo, em considerações

Porque amar-te é assim
É total, sem restrições
Sai das fímbrias em canções

Melodia que flui de mim
Sentimento, enigma da razão
Porque és de Deus, benção

Poema 258 - Sentir Amor



01:30 - 29/01/10

Quantas vezes eu já dissera
Agora conheci e senti o amor?
Fui invadido por paixão e fulgor
Era jovem tolo, que muito erra

Com os erros, escolhi ser só
Não ter ninguém, nem emoção
Viver cada dia em contemplação
Do ego próprio, arrogancia atroz

Jovem tolo, errou mais ainda
Vi na minha escolha, nova ferida
Flutuando entre amores criados

Paixões aceitas, rolar de dados
Mas Deus não joga, determina
Desfeito, este vício, termina

Poema 257 - Peça do Senhor



18/01/2010 - 22:00


Faz tão pouco tempo
E a saudade aperta
Como pode, meu lamento
Surgir tão depressa?

Foi ontem que te vi
A pouco te conheci
Se fosse insana paixão
Entenderia a emoção

Mas é suave chama sutil
É paz primaveril
Como estar consigo mesmo

Acompanhado, não a esmo
Esta peça do Senhor
Desprevinido, me pegou

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Poemas 255 - Preconceitos


10/01/2010 - 16:58

As menores pessoas, Deus pega
Aquelas menos importantes
E as torna por Ele, falantes
Vasos de Sua obra na Terra

Quem seria eu então, criatura
para discriminar ou diminuir
a criação passada e porvir?
Mesmo nos de menor estatura

Mas o mundo encheu-me de vícios
Criou em mim preconceitos
Mas a graça de Deus, em espírito

Desvelou-me os olhos dos conceitos
Inundou-me, Deus, com o Seu amor
Para ver sua ação, no pecador


Poema 254 - Únicos


10/01/2010 - 16:40

Primeiro Deus me mostrou
Eu me vi, pois me sondou
Não havia qualidade no que vi
Preconceitos enormes em mim

Então, fez-me descer do pódio
Reconhecer minha arrogância
Ainda era pouco para a mudança
Era preciso conhecer o próximo

Pelas mãos me guiou e ensinou
Cada pessoa em si uma dádiva
Com carinho, as pessoas, detalhou

Todas incríveis história de vida
Maravilhas cotidianas dos humanos
Únicos em seus próprios anos

Poema 253 - Servir-Te



25/12/2009 - 23:08

A minha oração é fraca
Minha vontade, parca
Minha alma quebrantada
Te suplica, não calada

Minha primícia é pequena
Mas é tudo que tenho
Te ofereço, meu desejo
De Te servir, minha pena

Se minha pena não Te servir
Mostra-me, Senhor, Teu querer
Tua vontade, para eu fazer

Modela-me para existir
Entregando-me a ti, somente
Feito novo, com a tua semente

Poema 252 - Palavras II


25/12/2009 - 00:35

...e na minha arrogância tamanha
considerei dizer-Te com perfeição
usando formas humanas na intenção
palavras criadas da mente humana

...mas ainda que imperfeito
sou tua imagem e semelhança
esforçando-me pela herança
de ser Teu amado obreiro

Porque os feitos que tenho
São de palavras falhas
Abarcando-as e contendo

Os meus sinceros sentimentos
Com falhas e imperfeitos
Mas oferendas minhas, várias

Poema 251 - Palavras


25/12/2009 - 00:29

Quais as palavras que preciso
Para expressar o que tanto sinto?
Por que a concepção em minha mente
Não se transcreve de forme premente?

Há no mundo material o necessário
Para dizer o que é incomparável?
Como posso tão simples e pequeno
Exprimir o sentimento que tenho?

Eu só queria escrever bem o bastante
Para Te agradar e louvar um instante
Porque as outras expressões, estranho

Fico tímido, sem jeito, tacanho
Para dizer Te amo, quais as palavras?
Quando são efêmeras e falhas?

Poema 250 - Caminho


24/12/2009 - 00:14

Pelo amor, fui nascido
Confuso, muito perdido
Vários caminhos percorri
Vi coisas que não consenti

Cresci, pensei-me adulto
Mas a carne não é o culto
Então, me escolhestes
Um caminho, me rendestes

Criança, agora, em espírito
Crescer, outra vez, preciso
Pois sei porque estou aqui

Dissestes: "Eu te remi
Por Meu amor incompreensível"
Em minha alma, agora És visível


Poema 249 - Não mais fugir



24/12/2009 - 23:50

...e eu quem nada sou
que tanto pensei ser
fui salvo sem merecer
apenas porque Ele amou

...e mesmo salvo, pedra
ferro, mármore, eram regra
no corpo, na alma, na mente
Teu é o formão, solene

...e como criminoso, chorei
não quis, mesmo querendo
pedi, supliquei, mesmo sofrendo

porque luto contra a carne
perco alguns dias, eu sei
mas me moldas, em detalhe

Poema 248 - Coração Obstinado



21/12/2009 - 13:35


Mais uma vez ocorreu
o coração endureceu
a mente obstinou
vagamos em horror

porque fazemos por querer
por vontade e desejo
não escolhemos merecer
seguimos a combatê-lo

outra vez, e outra e outra
cometemos os mesmos erros
mesmo quando a vida aponta

porque decidimos cometê-los
já que todo caminho é escolha
novos erros, novas folhas


quinta-feira, 14 de julho de 2011

Poema 243 - Culto Racional do Amor


07/12/2009 - 23:54

Amores, são tantos quereres
Querem-no repleto de sofreres
Martir de si mesmo, insana
Razão de si mesmo emana

Quero algo simples e completo
Amor complementar, chão e teto
Paradoxo de pensar e refletir
Amor nas ondas do ir e vir

Repleto de troca sincera
Não arroubo, greve ou mazela
Culto racional do gostar

Escolha plena de se amar
Também ao par, com serenidade
Amor puro, em tranquilidade


quinta-feira, 3 de março de 2011

Poema 237 - Sonho e Rota


13/10/2009 - 20:27

...e minha paixão me cegou
saí da jornada por instantes
frio ou calor, quase me tombou
eu estava louco e discrepante...

...mas antes de você se meter
a desviar-me da minha rota
eu já estava dela fora
abandonara o sonho, meu descrer...

...e duplamente des"rotado"
puxaste-me por teu bom grado
e apontastes a estrela distante...

...e a rota tão escura, clareou
o sonho a meta reincorporou
na jornada, seguir sempre adiante

Poema 236 - Risco


13/10/09 - 19:13

Foi como o previsto
O plano ocorreu
Mas a vida incorreu
O plano ficou malquisto

Mas é preciso ter foco
Ser fanático pelo objeto
Sem tornar-se abjeto
Cai a ficha, me toco

Sem amores ou sabores
Sem distrações ou cores
Seguir o plano é a meta

Dirão que perco muito
Grande risco, ganho fortuito
Na dificuldade, sou asceta

Poema 235 - Pedido


13/10/2009 - 12:12

Fiz um pedido, recebi
Ei-lô realizado
Por que meu desagrado?
Porque não te senti...

Quem pede se arrisca
Mas tudo conspira
Quando se inspira
Para pedir à risca

Mas pedidos, sim e não
Cara ou coroa, sem razão
Porque te quero resposta

Mas resposta como quero
Não bater na fechada porta
E ficar com a cara em ferro

Poema 232 - Amor


01:47 - 27/09/09

Fomos feitos para amar
Porque viemos do Amor
Mesmo que seja invenção
Ou reação biológica

Quem acredita nisso
Quando se ama e pulsa?
Porque amor de verdade
Não se explica, se sente

Racionalize quem quiser
Encontre a chave da ciência
Mas prefiro sentir na pele

A entender com eficiência
Porque fomos feitos por Amor
É o que nos move afinal

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Poema 217 - Vai, Tristeza, Vai


09/07/09 - 12:50

Não, nem adianta tentares voltar
Tristeza, vá, não sou mais teu par
Meu corpo é pleno e vitorioso
Foi preenchido, é esperançoso

Mesmo com todas as dificuldades
E com a tristeza melancôlica
Batendo à porta, tão bucólica
Meu corpo não te deu herdades

Adeus tristeza, adeus
Tentarás voltar bem sei
Mas repito, aqui não tens vez

Ola, Senhor meu Deus
Reforçastes minhas portas
Sei que de mim, te importas

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Poema 200 - O Vazio


A Série Fósseis foi escrita antes de eu começar a escrever poemas. São poemas iniciais, feitos no ano 2000. Perdidos em anotações velhas e cadernos gastos. Talvez mais para a frente, eu os releia.

Uma época fui completo
Sem vazios, nenhum espaço aberto
Íntegro e com propósito
Mas tudo muda
E de meu corpo, meu depósito
Surgiu está dor muda
E fiquei com tal despropósito
Sem rumo, sem direção
Os dias passam, agora simples sucessão
Viver pela vida, mas sem razão
Procuro preencher, fazer a união
Mas não existem encaixes
Quebraram-se os engates
Mas o pior desse vazio
Não é viver com sentimentos frios
Nem um dia após o outro
É a sensação da perda do outro?
Desta parte que me falta
Preenchida com velocidade
Ora baixa, ora alta
Mas que só piora com a idade
Pois o que preenche é daninho
E como eu, moinho
Moendo e o vão aumentando
E tais vândalos colonizando
Deixando mais árido o frio
Restando somente um coração vazio