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terça-feira, 26 de outubro de 2010

Poema 219 - Insano I


12/07/09 - 02:10

Caro amigo, que sensação, não?
De repente tudo parou
E você ficou ali, nem respirou
Só a batida no peito, o coração

Quando estava caminhando
Nem percebia os arredores
Mas ela chegou e acertando
Tua alma, não quis pormenores

É, roubou, sim, ela roubou
Roubou tua calma e insinuação
Quem diria, o jogador sem ação

Mas, o que te preocupa
É essa febre e a culpa
De roubar quem te acertou

Poema 218 - Jogo de Novo


12/07/09 - 01:43

Então você escolheu brincar
Jogar entre o caos e a ordem
Pensou que seria fácil criar
Chutar a vida, como pode?

Pensou em escolher uma outra roda
Que as trilhas eram todas iguais
Pensou errado, amigo, digo mais
Não se pode ter as cartas todas

Então, você brincou outra vez
Se queimou, quase morreu
Agradeça, fostes mais feliz que eu

O jogo é divertido, interessante
Mas só há chance para um talvez
Enfim, amigo, é só queda doravante

segunda-feira, 29 de junho de 2009

Poema 191 - Poeta Pimentinha


Ah, Poeta, poetinha
Te divertes com os mesmos laços
Sabes aonde leva essa corda
Então por que insistes?

Ah, Poeta, pimentinha
Buscas esse prazer devasso
De adivinhar quem te acorda
Por que tens o olho em riste?

Ah, poeta, salpicado
Busca outro bordado
Pois esse é mecânico isolado

Ah, Poeta, compulsório
Vá além de passos irrisórios
Saí desse eterno sanatório

segunda-feira, 10 de dezembro de 2007

Poema 138 - Roubar no Jogo

Não dá mais para roubar no jogo
As regras mudaram totalmente
Agora, é hora de encarar de frente
As facilidades vinham de se fazer de bobo

Agora o jogo é outro
Novos regras, sem regra de ouro
Aceita o fardo, Poeta
De que tu vivestes sem meta

Sem meta, era fácil roubar
Tudo ficava bom, mas sem paladar
Aceitas um pouco aqui e ali

Fingias que a noite podias dormir
Não,não era fingimento
Era o Poeta que fugia do tormento