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quinta-feira, 3 de março de 2011

Poema 233 - Quereres


13/10/09 - 12:03

Dos meus sentimentos
Queria não sentir
Ficar vazio outra vez
Ir adiante sem querer

Dos meus momentos
Queria me despedir
nem lágrimas ou mudez
Mutadas em risos

Queria, queria
Coisas queridas
Te esquecer

Voltar a viver
Ser só na estrada
Eu, sem minha amada

Poema 232 - Amor


01:47 - 27/09/09

Fomos feitos para amar
Porque viemos do Amor
Mesmo que seja invenção
Ou reação biológica

Quem acredita nisso
Quando se ama e pulsa?
Porque amor de verdade
Não se explica, se sente

Racionalize quem quiser
Encontre a chave da ciência
Mas prefiro sentir na pele

A entender com eficiência
Porque fomos feitos por Amor
É o que nos move afinal

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Poema 223a - Considerações Sobre a Paixão Revisitado


16/02/2011 - 19:56

não tinha meu agrado
nem sorriso ao seu lado
mas tinha algo bravo
naqueles olhos raros
a loucura da vontade
da vida de verdade
que arrebata e devora
quem serve-se por fora
e escapa-se a lembrança
apenas brilho e dança
daqueles olhos, é herança

Poema 223 - Divagações Sobre a Paixão


22/07/2009 - 23:20

e o mais estranho de tudo
que não tinhas formosura
como eu tanto desejara
nada em ti, era como nas mulheres
que meu corpo cobiçara
nem mesmo representavas
os desejos do passado
objetivos carnais
cumpridos em antigas relações
nada tinhas do que eu tanto prezava
nada eras daquilo que eu buscava
e ainda assim, estavas ali
nem mesmo o sorriso
por quem tantas me derreti
nem esse princípio antigo
me chamou a atenção
nada tinhas para eu dizer
que bela, meu coração
e mesmo assim, estavas ali
mas tinhas algo que ninguém
antes teve, assim tão claro
havia algo em teus olhos
insanidade talvez, pensei
possível, até provável
mas não era loucura
sincera ou palpável
era tênue, e te permeava
mas o que vi, sincero
foi desejo, puro e intenso
desejo por si mesmo
para ir além do que eras
vontade de vida
desejo
única palavra capaz de descrever
o que vi em teus olhos
suficiente para me arrebatar
tirar-me do centro
deixar tudo confuso
porque tantas vezes percorri
outros corpos e paixões
mas nenhuma delas foi entrega
só luxúria e aproveitações
mas aqueles olhos
aqueles olhos....
teu desejo tão intenso
não consigo lembrar de teus olhos
só do brilho

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Poemas 213 - Sem Nome III


A Série Fósseis foi escrita antes de eu começar a escrever poemas. São poemas iniciais, feitos no ano 2000. Perdidos em anotações velhas e cadernos gastos. Talvez mais para a frente, eu os releia.

Amigos, ó sim, amigos
É bom tê-los, nos ajudam, nos apoiam, nos confortam
Amigos, ó sim, amigos
Como é ruim tê-los, nos machucam, nos maltratam
Amigos, ó sim, amigos
Minha dor, minhas trevas, meu poço do fim
Amigos, ó sim, amigos
Sem eles não vivo, ao seu lado, não nos suportamos
Amigos, ó sim, amigos
Quando são como irmãos, por eles daria a vida
Quando são como cobras, lhes faltaria quando mais precisassem
Mas amigos, aqueles, os Amigos
Esses são poucos, um a cada mil
Mas por eles eu vivo e por eles eu morro
Porque sei que o mesmo por mim fariam
Ah, amigos; amigos, ó sim; os amigos
Meus irmãos e inimigos
Meus ódios e meus amores
Minhas dores e regojizos
Minhas lágrimas e dissabores
Cada um, um pedaço de mim, cada distância é uma parte que se vai
Até que no fim, só resta a carcaça vazia e pálida
De um simples corpo, que sofre de um mal
O mal da necrose da amizade, que dói até seu fim
Quando em nós,não nos resta mais nada
Ah, os amigos; pois sim, os amigos...

Poema 212 - Sem Nome II


A Série Fósseis foi escrita antes de eu começar a escrever poemas. São poemas iniciais, feitos no ano 2000. Perdidos em anotações velhas e cadernos gastos. Talvez mais para a frente, eu os releia.

Dama das trevas, rainha da escuridão, madame das sombras
Mestra profana
Não importa como a chamem, é ela a Noite
Controladora dos noturnos, notívagos, soturnos

Dá forças aos boêmios, poder aos errantes
Pois está em nós, e nos leva adiante
Representa em mim, o lado negro e mal
De uma alma conturbada que não descansa, só sofre

Com meus vis pensamentos, a ela suplico
Dai-me forças, para aturar mais um dia
Outro dia em que não posso mudar o mundo
Pois sei que a noite, em teu reino de sonhos
Tenho poder e vontade para viver num mundo melhor
Mundo de espíritos e entes, diabretes e maldades
Em que alguém de bom coração, pode trazer a espada sagrada ao reino dos homens

Invades n'alma e mudas a mente
Deixa-me ser teu mensageiro
E trazer a este mundo o desejo dos homens
Deixa-me dar-lhes o que tanto almejam
Deixa-me trazer ao mundo real o seu verdadeiro mal

Poema 211 - Sem Nome I

A Série Fósseis foi escrita antes de eu começar a escrever poemas. São poemas iniciais, feitos no ano 2000. Perdidos em anotações velhas e cadernos gastos. Talvez mais para a frente, eu os releia.

Como um vazio, me invade a alma
Sinto a sensação no estômago, como algo que me falha
É dor, é medo, é martírio e regojizo
Isto porque me diz o que sinto

Diz-me que não sou de ferro
Que penso e lembro daqueles que quero
Estão longe em distância, mas vejo-os a noite
Quando ao olhar para o céu escuro com eles me ligo

É um ciclo como na vida
Pois mesmo distantes são parte de mim
Parte que dói ao se lembrar

Mas que alegra ao pensar
Que não deixo de sentir
Pois sei que em algum tempo, com eles hei de estar

Poema 209 - Perfeição


Outro perdido de 2002 - 27/09/02

Perfeição
Só para Platão
Algo de plantão
Assola as mentes em prontidão
Pronta para cair em desolação
Filhos perdidos da criação
Tentando retornar ao grande salão
Reproduzindo cópias em exatidão
Para sofrer a queda à grande solidão
Erros na perfeição
O desejo da realização
É o passo da decepção
Filhos da Revolução
Batendo a cara no coração
Erros vindouros da criação
Idéias perfeitas sem correção
Flechas ávidas por refeição
Segredos guardados pelo cão
Três cabeças em inanição
Caem os muros em retaliação
Só resta perfeição
Idéia de Platão

domingo, 6 de dezembro de 2009

Poema 208 - Humanidade


A Série Fósseis foi escrita antes de eu começar a escrever poemas. Poema Fóssil de 2002.


27/09/02

Humanidade

Ó, pobre humanidade
Por que sofres tanto para crescer?
Se tu mesma sabes a verdade
Das maneiras mais diversas de florescer
Na ciência sempre vais à frente
Mas na sabedoria, nem que tentes
Dizes usar o antigo na teoria
Mas na prática é outra valia
Então, te trancas no escuro
Sozinha, homem com homem, um muro
E ainda erras, mais e mais
Tento te aprender até dizer jamais
Mas não mudas para crescer
Erros olhas e não pagas o preço
Pelo que fazes, dizeis em coro: Eu mereço!
E tua sociedade chega a perecer
Ah, humanidade
Se escutasses teus excêntricos
Que deixas perdidos na idade
Verias ricos
De novas idéias e valores
E não terias tido tantas dores

Poema 206 - Solidão


A Série Fósseis foi escrita antes de eu começar a escrever poemas. São poemas iniciais, feitos no ano 2000. Perdidos em anotações velhas e cadernos gastos. Talvez mais para a frente, eu os releia.


Meu destino é ser só
Mesmo na multidão sou um
Só eu existo ao meu redor
De companhia só o rum


Poema 205 - Fugas

A Série Fósseis foi escrita antes de eu começar a escrever poemas. São poemas iniciais, feitos no ano 2000. Perdidos em anotações velhas e cadernos gastos. Talvez mais para a frente, eu os releia.


Não peça desculpas, isso não corrije o passado
Por isso não faça nada que possa dar errado
Seja estático, jamais mude
Passividade deveria ser virtude
Não reaja, não sinta
Deixe quieto, que para você algo pinta
Desista dos sonhos, não corra atrás
Pois se perseguí-los, não serás capaz
De realizá-los e dar ao espírito, paz
Fuja, fuja sempre
Não acredite em ninguém, todos mentem
Não se abra e não confie
Não desabafe, filosofie
Não crie, você não pode
Não deseje, não persiga
E lembre sempre, desista, desista
Cante um hino, crie uma ode
Mas só fale de fugas ou de mortes
Seja vão, seja vago
Não seja sério em um diálogo
Se feche, se defenda
Crie em torno de sim uma grande tenda
E tenha medo, muito medo
Se encolha e nunca esqueça
Jamais levante um dedo
Nunca ajude, nem se envolva
Pois só se bate a cabeça
Se feche, se feche bem
Desista que alguém te ouça
Não peça ajuda a ninguém
E se tranque, se tranque bem

Poema 204 - Estragos

A Série Fósseis foi escrita antes de eu começar a escrever poemas. São poemas iniciais, feitos no ano 2000. Perdidos em anotações velhas e cadernos gastos. Talvez mais para a frente, eu os releia.

Sou bomba, sou faca, sou arma
Se papel ou míssil
A tudo torno físsil
Sou o explosivo que se arma
Lançando-me em todas as direções
Criado para destruir multidões
Aparento o belo e tenho mão de amigo
Mas lhe assustando a alma, a tudo é inimigo
Quebro, rasgo, explodo, corto
Alguns perguntam se me importo
Apenas prossigo o estrago
Com um dedo ofereço um trago
Mas com garras eu lhe rasgo
Meu sorriso de grande beleza
Conduz a morte com certeza
Destruíção física ou mental
Não importa a proteção
Pois te caço, sou animal
Teus muros, diante de mim cairão
Surjo eu como irmão
Trazendo no peito destruição
O caos me ama, sou confusão
E teus sentimentos, mato com paixão
Seja físico ou etério
Em qualquer nível, te despejo ao necrotério
Espada, machado, flecha ou lança
Trago dor aqueles que meu consolo alcança
Sim, sou dor, mas há esperança
Aos que sobrevivem a minha matança
Não há morte para mim, humilhação
Continuarão íntegros e viverão
Rindo da minha diversão
Estragar, destruir, profanar
É meu destino, já tentei escapar
Mas sou arma de dor
Anseio ver teu pavor
Aos que sobrevivem a minha profissão de amor
Tornarão-se tão distantes
Dizendo meu nome em sussurros
Carregados a mim por ventos uivantes
Atingindo meus ouvidos duros
A minha existência, torturando
Pois, só em estragos vou caminhando
Sejam em outros ou próprios
Pois é este meu ópio
Estragos e dor
Minha profissão de amor
Dos outros sugo, em mim me alimento
E quando chegar o fim
Só haverá em mim
Estragos e lamentos

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Poema 202 - Como diria Vinícius


A Série Fósseis foi escrita antes de eu começar a escrever poemas. São poemas iniciais, feitos no ano 2000. Perdidos em anotações velhas e cadernos gastos. Talvez mais para a frente, eu os releia.

O amor, fisiologicamente: hormonal
Sentimentalmente: passional
Mentalmente: irracional
Individualmente: social
Religiosamente: universal
Familiarmente: discutível
Ninfomaniacamente: deturpável
Parnasianamente: aperfeiçoável
Psicologicamente: abalável
Visivelmente: saudável
Belicamente: atacante
Adequadamente: agradável
Jogatinamente: defensível
Memorialmente: inesquecível
Paulatinamente: penetrante
Fatalmente: dolorido
Modernamente: agressivo
Sensorialmente: atrativo
Romanticamente: antiquado
Manipuladoramente: usado
Futuramente: recompensado
Antigamente: discriminado
Muito pode-se dizer do amor
Inclusive que rima muito bem com dor
Mas alguém o definiu perfeitamente
Eis as palavras criadas por sua mente:
"Que seja eterno enquanto dure
posto que é chama."

Poema 201 - Desejo


A Série Fósseis foi escrita antes de eu começar a escrever poemas. São poemas iniciais, feitos no ano 2000. Perdidos em anotações velhas e cadernos gastos. Talvez mais para a frente, eu os releia.

Se me dessem um desejo para o mundo
Pediria igualdade social
Se me dessem um desejo à mim
Paz de espírito para aliviar o mal
Se me dessem um desejo de mim para os outros
Consertaria meus erros
Demonstraria aos outros maior zêlo
Ser sentimento perceptivo
E acabar com o egoísmo passivo
Abandonar a razão
Pois só me trouxe perdição
Abandonar a Esfinge
E desistir do caos
Mesmo que me tornasse irreal
Um ser que ao mundo só finge
Mas tudo que quero desses desejos
É fugir de mim
Fugir dos erros, o maior dos anseios
Melhor seria um pequeno curumim
Começar do zero, ressair do ovo
Sem erros, em um mundo novo
Paz de espírito e sem mais erros
Sou covarde, mas é este o maior de todos os desejos

Poema 200 - O Vazio


A Série Fósseis foi escrita antes de eu começar a escrever poemas. São poemas iniciais, feitos no ano 2000. Perdidos em anotações velhas e cadernos gastos. Talvez mais para a frente, eu os releia.

Uma época fui completo
Sem vazios, nenhum espaço aberto
Íntegro e com propósito
Mas tudo muda
E de meu corpo, meu depósito
Surgiu está dor muda
E fiquei com tal despropósito
Sem rumo, sem direção
Os dias passam, agora simples sucessão
Viver pela vida, mas sem razão
Procuro preencher, fazer a união
Mas não existem encaixes
Quebraram-se os engates
Mas o pior desse vazio
Não é viver com sentimentos frios
Nem um dia após o outro
É a sensação da perda do outro?
Desta parte que me falta
Preenchida com velocidade
Ora baixa, ora alta
Mas que só piora com a idade
Pois o que preenche é daninho
E como eu, moinho
Moendo e o vão aumentando
E tais vândalos colonizando
Deixando mais árido o frio
Restando somente um coração vazio

Poema 199 - A Luz na Cama


A Série Fósseis foi escrita antes de eu começar a escrever poemas. São poemas iniciais, feitos no ano 2000. Perdidos em anotações velhas e cadernos gastos. Talvez mais para a frente, eu os releia.


Pai, no mar da ignorância era feliz
Pois ao meu redor tudo eram trevas
Meu lar, meu corpo, meus pensamentos
Mas na lama do desconhecido
Não se sabe que se é feliz até não mais sê-lo
Se era feliz, pai, por que então me mostrastes
A luz?
A luz com sua beleza
Por quê?
Eu, feito de trevas
Tentei abraçá-la, tê-la, ser feito dela
Mas as trevas não são a luz, pai
A beleza, a alegria e a leveza
Características da luz
O amor, a felicidade, a liberdade
Nada disto faz parte das trevas
E agora devo voltar
Ao mar do caos que são as trevas
Volto, porém mais triste
Pois não mais ignoro
Não mais só de trevas é feito o meu mundo
Sei que existe, lá fora, a luz
E viverei triste, pois as trevas não podem ter a luz
Pai, por que me fizestes isto?
Era feliz e agora sofro
No mar das trevas, desejo a luz
E assim são seus caminhos
Por isso pergunto: Por que as trevas conheceram a luz?
Era completo, agora vazio
Pois as trevas querem a luz e jamais as terão

Poema 198 - O Sonho


A Série Fósseis foi escrita antes de eu começar a escrever poemas. São poemas iniciais, feitos no ano 2000. Perdidos em anotações velhas e cadernos gastos. Talvez mais para a frente, eu os releia.


Entremeado em sombras
Lá está o que quero
De mim foges e zombas
Quando ao meu alcance
Ignoro, mas se vejo, é relance
Mas, lá está o que comigo joga
És minhas drogas
Quanto mais longe mais quero
E quanto mais quero mais detesto
O sonho, um vício
Perseguí-lo, um ofício
E sei que te quero
Motivo de vida
Mas em geral, é somente ida
A todo momento mutável
És um ser com mil faces
Ora amável, afável
Ora me sugas com teus enlaces
És o vício e te quero
Nas sombras ou na luz
Por teus desejos tu me conduz
De trevas ou energia
Para mim, claro como o dia
É que te quero

sexta-feira, 15 de maio de 2009

Poema 181 - De copo em copo


Esse poema foi escrito em algum momento de 2007 e estava perdido entre várias anotações.


De copo em copo, o riso alegre
Meu sorriso se perdeu
Meu sorriso já não é meu
A vida assim segue
Por quê? Aonde isso vai?
A quem negue
Negar para quê? Tão mordaz
Sempre igual, tal qual neve
Branco e frio, mortal e leve
Foi-se, então, de copo em copo
Eis-me aqui, ainda me importo

segunda-feira, 11 de maio de 2009

Poema 178 - Elegia para uma princesa ou Versos Tristes e Sinceros


Porque eu nunca amei até estar contigo
Eu nunca sofri até te perder
Eu nunca soube desse castigo
Eu nunca precisei tanto morrer

Porque tu fostes aquela flor no campo
A mais preciosa margarida
Aquela que a vida quer tanto
Aquela que não merece ferida

Mas o poeta não te deu valor
O medo foi maior do que o amor
E de tudo fiz para te afastar

Porque não só de coração, se faz amar
Amar se faz de carinho e decisão
E eu não te fiz, voltei a valsa da solidão

Porque nem mesmo as eras ou as dores
Me tiram o pensamento de ti
Porque tu como eu disse, és flores
E eu, por esforço te perdi

E todos nós cantamos a mesma canção
O tango, a valsa, da dor e da desilução
E nessa valsa eu vou rodando
E meu coração lembrando

De cada erro e cada gesto e cada grito
De cada olhar, de meu medo e desatino
Pois fui fraco e covarde nessa vida
Me feri, mas sofro pelas tuas feridas

E eu poderia te dizer várias coisas em canção
E nenhuma delas expressaria meu amor
Nem meu carinho, nem o valor do teu sabor
Da tua pele junto a minha, ou teu coração

Porque eu nos matei e morri assim
Eu construí a muralha da paixão
coloquei blocos de medo carmesim
E me fiz soldado disparando o canhão

E meu alvo de amor e sofrimento
Tua paixaõ e teu lamento
Como se tu não pudesses estar comigo
Como se tu fosses o inimigo

Quando tudo que eu via, era especial
A maior companheira, de amor triunfal
Aquela que eu queria me entregar
E deixei o medo me naufragar

E toda a lembrança é saborosa
Mas também é fel e dor teimosa
Que não é mais amor ou carinho
É a tristeza do poeta sozinho

E mesmo triste e ainda sofrendo
Eu só te peço: seja feliz, meu amor
Porque o poeta é tolo e sofredor
Mas tu és plena em alegria e dividendo

Porque tua planatação tem viço
Teu carinho se fixa em qualquer lugar
Tu és a dama em esplendor nada vulgar
Mesmo quando  triste ou em martírio

E meu carinho te quer tão bem
E me faz ficar longe por proteção
Mas estou sempre ao teu lado e com razão
Tu mereces do poeta tudo que ele tem

domingo, 25 de maio de 2008

Poema 161 - Primordial

Mesmos capítulos e ainda assisto
Sentir tudo de novo do novo
Não, não sou eu quem insisto
Este novo não é meu fosso

De forma alguma prisão
É o novo em repetição desigual
Como se fosse a vida, fractal
Com a parte e sem o todo da fração

Já vivi, vi e experimentei
Não me canso, não me enfado
Não há tédio ou melhorado
Neste novo que já me deliciei

Novo é novo, mesmo velho
Mesmo outra vez e mais uma
E gosto que me volto e quero
Mais desse velho, gostoso tal pluma

Ah, novo, velho, radial
Nunca mesmo, será igual
Já vivi e te viverei
Primordial, é, eu te bem sei