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sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Poema 257 - Peça do Senhor



18/01/2010 - 22:00


Faz tão pouco tempo
E a saudade aperta
Como pode, meu lamento
Surgir tão depressa?

Foi ontem que te vi
A pouco te conheci
Se fosse insana paixão
Entenderia a emoção

Mas é suave chama sutil
É paz primaveril
Como estar consigo mesmo

Acompanhado, não a esmo
Esta peça do Senhor
Desprevinido, me pegou

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Poemas 255 - Preconceitos


10/01/2010 - 16:58

As menores pessoas, Deus pega
Aquelas menos importantes
E as torna por Ele, falantes
Vasos de Sua obra na Terra

Quem seria eu então, criatura
para discriminar ou diminuir
a criação passada e porvir?
Mesmo nos de menor estatura

Mas o mundo encheu-me de vícios
Criou em mim preconceitos
Mas a graça de Deus, em espírito

Desvelou-me os olhos dos conceitos
Inundou-me, Deus, com o Seu amor
Para ver sua ação, no pecador


quinta-feira, 14 de julho de 2011

Poema 244 - Noites Repetidas


08/12/2009 - 23:45

Nessas noites repetidas
O contexto é sempre o mesmo
Continuar indo adiante
Sem parar, sem refrescar

Quem entende essas idas?
Pode o andar ser a esmo?
É preciso mudar, doravante
Não se pode mais se testar


Mas sem teste e polimento
Essas noites, não lamento
O teste em si é prosseguir

Achar sentido, não se mentir
Nessas noites repetidas
A vida, não se acha perdida

Poema 243 - Culto Racional do Amor


07/12/2009 - 23:54

Amores, são tantos quereres
Querem-no repleto de sofreres
Martir de si mesmo, insana
Razão de si mesmo emana

Quero algo simples e completo
Amor complementar, chão e teto
Paradoxo de pensar e refletir
Amor nas ondas do ir e vir

Repleto de troca sincera
Não arroubo, greve ou mazela
Culto racional do gostar

Escolha plena de se amar
Também ao par, com serenidade
Amor puro, em tranquilidade


quinta-feira, 3 de março de 2011

Poema 238 - Cíclica


14/10/2009 - 20:37

...porque a desconstrução
processo inerente do criar
é inversa a destruição
inerência entrópica de estar

...porque estar é transitório
ação passageira da vida
inverso do fixar satisfatório
fruto da recompensa devida

...porque devemos sempre
somos coisas a cumprir
inverso do descaso da mente

...gerador de todo ruir
em tempos, essência positiva
da desconstruição primitiva

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Poema 220 - Insano II


12/07/09 - 02:16

Meus olhos não estão bem
Minha mente está febril
O mundo nada mais tem
Tudo está longe e frio

Quando a Terra para
A lentidão toma conta
A visão insana esbarra
No corpo toma conta

Você está na multidão
Mas ninguém se move
Pode tocar, mas não se comove

Porque você foi quem parou
Criou sua própria prisão
A vida, foi você quem piorou

domingo, 6 de dezembro de 2009

Poema 208 - Humanidade


A Série Fósseis foi escrita antes de eu começar a escrever poemas. Poema Fóssil de 2002.


27/09/02

Humanidade

Ó, pobre humanidade
Por que sofres tanto para crescer?
Se tu mesma sabes a verdade
Das maneiras mais diversas de florescer
Na ciência sempre vais à frente
Mas na sabedoria, nem que tentes
Dizes usar o antigo na teoria
Mas na prática é outra valia
Então, te trancas no escuro
Sozinha, homem com homem, um muro
E ainda erras, mais e mais
Tento te aprender até dizer jamais
Mas não mudas para crescer
Erros olhas e não pagas o preço
Pelo que fazes, dizeis em coro: Eu mereço!
E tua sociedade chega a perecer
Ah, humanidade
Se escutasses teus excêntricos
Que deixas perdidos na idade
Verias ricos
De novas idéias e valores
E não terias tido tantas dores

Poema 207 - Amigos/Inimigos


A Série Fósseis foi escrita antes de eu começar a escrever poemas. São poemas iniciais, feitos no ano 2000. Perdidos em anotações velhas e cadernos gastos. Talvez mais para a frente, eu os releia.

Posições diferentes, pontos iguais
Apenas prosseguem, como começaram, já não sabem mais
Sem amor ou ódio, mas também sem paz
Podem tentar, mas parar, nenhum é capaz
Um dia amigos, no outro rivais
Já foram inimigos, hoje tanto faz
Não precisam motivos, discutem demais
Se já tentaram parar, nada há nos anais
Não é guerra física, é um combate sagaz
Só hão de parar, se feridos assaz
Mas é mais seguro, jogar aguarrás
Separar ambos em Alcatraz
Em constante batalha, sem descansarem jamais


segunda-feira, 29 de junho de 2009

Poema 191 - Poeta Pimentinha


Ah, Poeta, poetinha
Te divertes com os mesmos laços
Sabes aonde leva essa corda
Então por que insistes?

Ah, Poeta, pimentinha
Buscas esse prazer devasso
De adivinhar quem te acorda
Por que tens o olho em riste?

Ah, poeta, salpicado
Busca outro bordado
Pois esse é mecânico isolado

Ah, Poeta, compulsório
Vá além de passos irrisórios
Saí desse eterno sanatório

sábado, 23 de maio de 2009

Poema 186 - Cola e Rabisco


Porque me acostumei tanto com a dor
Que esqueço que posso viver sem ela
Colei-a em mim com fogo e ardor
Agora vivo em pranto e em mazela

Vai-te embora dor, companheira minha
Vai-te agora e não retornes cedo
Pois quero outros pagos, outras linhas
Pois sou mais que teu puro desejo

Ah, minta menos poeta, deixe de história
Tua dor não é tanta, é sim, hábito e memória
Bem sabes que é parte fingimento de vida

Enganar-te com emoções simples e queridas
Mentir para si, acreditar que podes sentir
Uma mentira nova não faz diferença para ti

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Poema 184 - Melancolia Futura


Do que ainda não é, tenho saudade
Um aperto na alma pelo que será
A perda futura, tão dificil explicar
Que já sofre a alma, como realidade

Emoção sem nome, tátil, física
Melâncolia do que vai se perder
Mistura de medo e de não crer
Inaceitação da própria partida

Impossível não sentir tão forte
Essa saudade antecipada da vida
Do sentir, calor amigo e da lida

Rumo ao pretenso desconhecido
Ainda que necessário o caminho
Dividiu-se o todo em vários lotes

sexta-feira, 24 de abril de 2009

Poema 172 - Vida

Essa vida que é roda
Gira, sempre a mesma
Nada de novo, só troça
Vivendo em passo de lesma

Dessa vida-flor em resma
Início semente, qual teu fim?
Dessa divisão de escolhas
Teu buquê, nem sempre carmim

Porque tua perda é vital
Dessa vida e dessas pétalas
Algumas flores jazem rolhas

Noutras a estrada essencial
Quem diria à roda, eu e ela
Outra vez poço, roda ou janela?  

sexta-feira, 29 de agosto de 2008

Poema 162 - Mente Vazia

Branca é a mente
Mente em preto
A cor, mero arremedo
Vazio da alma da gente

Desse estado autômato
De dias em sucessão
Das tarefas sem conclusão
Da vida presa em atos

Mente vazia, atos cheios
Pensamento sem freios
No vazio dos dias alheios

Segue a vida assim lotada
A mente branca embotada
A mente negra privada

domingo, 25 de maio de 2008

Poema 161 - Primordial

Mesmos capítulos e ainda assisto
Sentir tudo de novo do novo
Não, não sou eu quem insisto
Este novo não é meu fosso

De forma alguma prisão
É o novo em repetição desigual
Como se fosse a vida, fractal
Com a parte e sem o todo da fração

Já vivi, vi e experimentei
Não me canso, não me enfado
Não há tédio ou melhorado
Neste novo que já me deliciei

Novo é novo, mesmo velho
Mesmo outra vez e mais uma
E gosto que me volto e quero
Mais desse velho, gostoso tal pluma

Ah, novo, velho, radial
Nunca mesmo, será igual
Já vivi e te viverei
Primordial, é, eu te bem sei

sábado, 22 de dezembro de 2007

Poema 151 - Doenças III

A doença só se espalha
Vejo o campo de batalha
O mal vem galopando
Nós aqui, delirando

Nem percebemos o ocorrido
A doença entranhada funda
A alma na lama só se afunda
Viva! A degradação do acolhido

Doenças por todos os lados
Criamos com nossas mentes
Doenças para nós, culpados

Criamos para ficarmos contentes
Júbilo de contentação, hipócrita
Humanos, vossa doença está escrita

Poema 150 - Círculo

O fim. O fim está próximo,
Disse o louco do cartaz.
O fim. O fim já chegou
Disse o homem sem paz

O começo. O começo quem o sabe?
Disseram todos os cientistas
O começo. O começo faz alarde
Disseram antigas teorias.

Mas e o meio, aonde está?
Quem se lembra deste pobre
O dia-a-dia, deixem que vá

É tão melhor devanear
Com ouro, prata e cobre
Do que aqui viver e ficar

segunda-feira, 10 de dezembro de 2007

Poema 137 - Circunvoluções

Eu caminhei por mil caminhos
Em todos voltei ao início
Um viajante sem patrícios
De estradas sem destinos

Vagei em círculos a esmo
Buscando preencher o cálice
Da minha alma, meu desprezo
E lá, perdido entre álibis

Me vi sozinho, solitário, sem sentido
Arranquei meu passado pervertido
Fiquei vazio, mas leve e preenchido

Os círculos tornaram-se pedregosos
Retas tortas dos obstáculos leprosos
De escolhas e certezas enraizantes
Ainda que tímido, caíram os figurantes

É preciso agir, agir com cautela
Com visão e meta, se cancela
A dor? Ah, a dor! Essa faz parte
É vital, sentida, quase uma arte

Fugi de ti, como de tantas coisas
Fugi da vida e das decisões dela
Corri gritando minhas mazelas
Emudeci, escondido entre moitas

Fui encontrado pelas sombras
Minhas próprias, de vozes e coloridos
Farrapos de caminhos corroídos
Mordido por si mesmo, o Poeta tomba

Perdi assim a primeira prova
Agora a vida me cobra em exame
Bem-feito! Pedi meu próprio vexame
Agora, desiste Poeta e reprova!

Não! Não mais! É disto que é feita
A vida. De viver o que não se quer
De aceitar a areia na sola do pé
De curtir as bolhas sem receitas

domingo, 28 de outubro de 2007

Poema 135 - Concreto ou Natural

Concreto e natural
Planta viva e artificial
Troca-se sangue por C H O
No fim a vida virá pó

No vira-mundo material
Troca-se por silíca e cromo
A vida apenas um antigo tomo
De byte infinitesimal

A vida nossa, vai-se a carne
Vem a máquina, a ela parte
Foi-se o pó sobre o pó

As dúvidas do homem tão só
Escolheu trocar a sensação
Pelo concreto sem tesão

sábado, 20 de outubro de 2007

Poema 125 - Aniversário de Criança


Parabéns para você
Muitos presentes você vai ter
Muito bolo de chocolate
Brincando toda a tarde
Rindo com muita vontade
Desenhando a Hello Kitty
Não se esqueça do que eu disse
De estar assim contente
Com sorrisão de mostrar os dentes

Poema 123 - Feliz Aniversário - Para os Doces Anos


Que este ano que passa
Traga-te a brisa primaveril
Sem que jamais haja
Uma tristeza outonal febril

Que tenhas aprendizados verdadeiros
E sentimentos puros
Para achares o caminho derradeiro
Nessa jornada ao futuro

Que teus olhos se preencham de cores
Tua vida de intensos sabores
Brindando à vida em exaustão
Colhendo doces frutos em profusão

Saboreie com gosto cada um
Pois é fácil, dos frutos doces, nunca restar nenhum

Por isso, de tudo ruim, que nada te atinja
Protege então, teu coração
Deixando que o maior evento te tinja
Usando da vida, a grande canção