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terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Poema 210 - Perfeição II

Fósseis de 2002 - 27/09/02

Perfeição II

Coração ferido
Doído, Roído, Puído
Feitiço quebrado
Errado, Torturado, Encantado
Amor amado
Guardado, Roubado, Arrastado
Dor curada
Saltada, Restaurada, Retornada
Perfeição
Sonho de recordação
Sentimentos em turbilhão
Misturando-se em canção
Pois não há perfeição ou desilução
Só uma real canção
De vida em movimentação
Exemplo de fraca rima
Cada palavra igual combina
Sem estética
É só fonética
E perfeição

Poema 209 - Perfeição


Outro perdido de 2002 - 27/09/02

Perfeição
Só para Platão
Algo de plantão
Assola as mentes em prontidão
Pronta para cair em desolação
Filhos perdidos da criação
Tentando retornar ao grande salão
Reproduzindo cópias em exatidão
Para sofrer a queda à grande solidão
Erros na perfeição
O desejo da realização
É o passo da decepção
Filhos da Revolução
Batendo a cara no coração
Erros vindouros da criação
Idéias perfeitas sem correção
Flechas ávidas por refeição
Segredos guardados pelo cão
Três cabeças em inanição
Caem os muros em retaliação
Só resta perfeição
Idéia de Platão

domingo, 6 de dezembro de 2009

Poema 208 - Humanidade


A Série Fósseis foi escrita antes de eu começar a escrever poemas. Poema Fóssil de 2002.


27/09/02

Humanidade

Ó, pobre humanidade
Por que sofres tanto para crescer?
Se tu mesma sabes a verdade
Das maneiras mais diversas de florescer
Na ciência sempre vais à frente
Mas na sabedoria, nem que tentes
Dizes usar o antigo na teoria
Mas na prática é outra valia
Então, te trancas no escuro
Sozinha, homem com homem, um muro
E ainda erras, mais e mais
Tento te aprender até dizer jamais
Mas não mudas para crescer
Erros olhas e não pagas o preço
Pelo que fazes, dizeis em coro: Eu mereço!
E tua sociedade chega a perecer
Ah, humanidade
Se escutasses teus excêntricos
Que deixas perdidos na idade
Verias ricos
De novas idéias e valores
E não terias tido tantas dores