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sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Poema 264 - Amar Amor


20:17 - 26/10/2010

Que sabes tu sobre amar?
Amar é preciso se dar
Amar primeiro jamais
Disso não és capaz

E sobre o amor verdadeiro?
Entregar sem nada pedir
Sem esperar, repartir
Disso deverias ser herdeiro

Mas és carne, carne cruél
A que deseja, não sacia
Amar se torna um véu

Poeta de amar amor ferida
Vai te entrega agora
Amor sincero sem demora


Poema 259 - Benção


29/01/10 - 23:58

Porque te amar é natural
Como respirar ou pensar
É aquele pedaço emocional
Que falta para completar

O homem que nunca sentia
Fingia, poeta, emoções
Blasè, os dias vivia
Novo, em considerações

Porque amar-te é assim
É total, sem restrições
Sai das fímbrias em canções

Melodia que flui de mim
Sentimento, enigma da razão
Porque és de Deus, benção

Poema 258 - Sentir Amor



01:30 - 29/01/10

Quantas vezes eu já dissera
Agora conheci e senti o amor?
Fui invadido por paixão e fulgor
Era jovem tolo, que muito erra

Com os erros, escolhi ser só
Não ter ninguém, nem emoção
Viver cada dia em contemplação
Do ego próprio, arrogancia atroz

Jovem tolo, errou mais ainda
Vi na minha escolha, nova ferida
Flutuando entre amores criados

Paixões aceitas, rolar de dados
Mas Deus não joga, determina
Desfeito, este vício, termina

Poema 257 - Peça do Senhor



18/01/2010 - 22:00


Faz tão pouco tempo
E a saudade aperta
Como pode, meu lamento
Surgir tão depressa?

Foi ontem que te vi
A pouco te conheci
Se fosse insana paixão
Entenderia a emoção

Mas é suave chama sutil
É paz primaveril
Como estar consigo mesmo

Acompanhado, não a esmo
Esta peça do Senhor
Desprevinido, me pegou

Poema 256 - Verdadeiramente Novo


14/01/2010 - 22:09

Porque é bom só olhar para ti
De quem se gosta, sentir o calor
Sem pressa ou imposição, suave ardor
Como a brasa que aquece no fim

E é estranho te esperar um oi
Um olhar furtivo que se encontra
Algo tão simples, que me remonta
Da paixão primeira, lembrar como foi

Mas paixão sutil e sussurante
Eu, sonhador, nunca antes conheci
Chegou-se tão natural, enovelante

Como poderia eu, a ti, resistir?
Só sei que não é o antigo fulgor
É maior, melhor, suave aroma, amor


sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Poemas 255 - Preconceitos


10/01/2010 - 16:58

As menores pessoas, Deus pega
Aquelas menos importantes
E as torna por Ele, falantes
Vasos de Sua obra na Terra

Quem seria eu então, criatura
para discriminar ou diminuir
a criação passada e porvir?
Mesmo nos de menor estatura

Mas o mundo encheu-me de vícios
Criou em mim preconceitos
Mas a graça de Deus, em espírito

Desvelou-me os olhos dos conceitos
Inundou-me, Deus, com o Seu amor
Para ver sua ação, no pecador


Poema 251 - Palavras


25/12/2009 - 00:29

Quais as palavras que preciso
Para expressar o que tanto sinto?
Por que a concepção em minha mente
Não se transcreve de forme premente?

Há no mundo material o necessário
Para dizer o que é incomparável?
Como posso tão simples e pequeno
Exprimir o sentimento que tenho?

Eu só queria escrever bem o bastante
Para Te agradar e louvar um instante
Porque as outras expressões, estranho

Fico tímido, sem jeito, tacanho
Para dizer Te amo, quais as palavras?
Quando são efêmeras e falhas?

Poema 250 - Caminho


24/12/2009 - 00:14

Pelo amor, fui nascido
Confuso, muito perdido
Vários caminhos percorri
Vi coisas que não consenti

Cresci, pensei-me adulto
Mas a carne não é o culto
Então, me escolhestes
Um caminho, me rendestes

Criança, agora, em espírito
Crescer, outra vez, preciso
Pois sei porque estou aqui

Dissestes: "Eu te remi
Por Meu amor incompreensível"
Em minha alma, agora És visível


Poema 249 - Não mais fugir



24/12/2009 - 23:50

...e eu quem nada sou
que tanto pensei ser
fui salvo sem merecer
apenas porque Ele amou

...e mesmo salvo, pedra
ferro, mármore, eram regra
no corpo, na alma, na mente
Teu é o formão, solene

...e como criminoso, chorei
não quis, mesmo querendo
pedi, supliquei, mesmo sofrendo

porque luto contra a carne
perco alguns dias, eu sei
mas me moldas, em detalhe

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Poema 243 - Culto Racional do Amor


07/12/2009 - 23:54

Amores, são tantos quereres
Querem-no repleto de sofreres
Martir de si mesmo, insana
Razão de si mesmo emana

Quero algo simples e completo
Amor complementar, chão e teto
Paradoxo de pensar e refletir
Amor nas ondas do ir e vir

Repleto de troca sincera
Não arroubo, greve ou mazela
Culto racional do gostar

Escolha plena de se amar
Também ao par, com serenidade
Amor puro, em tranquilidade


Poema 241 - Enlace de Sangue


00:01 - 20/11/2009

E entre as asas, foi-se
Não por querer ou ser
Apenas por precisar
Não saberia não doar

Mas todas as paredes rijas
Ação-reação, aleija-alija
Entre o sofrer e mais sofrer
Escolheu continuar a ser

Em suas asas, puro sangue
Enlaçadas na vontade
Despediu-se, como antes

Ir longe não podia
Acreditava em liberdade
Respingou-se já fria

quinta-feira, 3 de março de 2011

Poema 239 - Picos Nevados


29/10/2009 - 01:00

Nascemos em mundos distantes
Meus vales áridos, ressumbrantes
Teus picos nevados, iluminados
Não deveriamos ter nos encontrado

Ainda assim estamos aqui, e agora
Unidos por uma força estranha
Quem diria, desse algo que entranha
Nossas origens, não deveria ter corda

Mas então, choro e me perco
Pois os ventos nos levam e trazem
Decidem por nós, como aprazem

Então, te quebras e murmuras
Contra as terras do desejo
O que nós resta, da vida dura

Poema 234 - Desperdiço


13/10/2009 - 12:07

Soube não ser você
Aquela que procuro
Mas no escuro
O coração te vê

Quem diria de novo
Em hormônios me envolvo
Serotonina recompensa
Mas agora é doença

Porque continuar nisso?
Quando se sabe o desfecho
Seguir com o ato em erro

Minha vida desperdíço
Devo outro vez morrer?
Cansei-me de me conhecer...

Poema 233 - Quereres


13/10/09 - 12:03

Dos meus sentimentos
Queria não sentir
Ficar vazio outra vez
Ir adiante sem querer

Dos meus momentos
Queria me despedir
nem lágrimas ou mudez
Mutadas em risos

Queria, queria
Coisas queridas
Te esquecer

Voltar a viver
Ser só na estrada
Eu, sem minha amada

Poema 232 - Amor


01:47 - 27/09/09

Fomos feitos para amar
Porque viemos do Amor
Mesmo que seja invenção
Ou reação biológica

Quem acredita nisso
Quando se ama e pulsa?
Porque amor de verdade
Não se explica, se sente

Racionalize quem quiser
Encontre a chave da ciência
Mas prefiro sentir na pele

A entender com eficiência
Porque fomos feitos por Amor
É o que nos move afinal

Poema 231 - Laços


19/09/2009 - 16:22

A solidão nos atraiu
Não que estivessemos sós
Mas eramos em solidão, nó
A solidão nos desuniu

Nossa tristeza de ser só
Era nossa força, nossa foz
O mesmo brilho, nos juntou
O mesmo escuro, nos apartou

Mas solidão não é igual
A minha sempre foi maior
Como era a tua, sem rival

Na competição pelo pó
Ninguém ganhou o prêmio
Estamos como sempre, no meio

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Poema 225 - Amor Choroso


02/08/09 - 20:32

Porque o amor veio e passou
No fim foi vento, se cansou
Outro amor virá, como roda
Quem ouve o som? Som da moda

Amor não é moda ou passageiro
Nem invenção de Shakespeare
Amor é real, não zombeteiro
Nem acadêmico objeto por vir

Digam o que quiserem
Há amor real por aí
Sussurrando aos que querem

Amor não morre, mesmo que novo
É o aconchego do sorrir
Quando já velho, esperançoso

Poema 224 - Amor?


02/08/09 - 18:46

Amor, o mundo está pleno
Palavras frias na noite
Quem pode na pele vê-lo?
Frio, explorado, um corte

Amor, nem romance ou tragédia
Apenas duas mãos em enlace
Além dos olhos, da imagética
O calor que tanto bate

Aonde estás? Aonde?
Amor... Não desejo. Sincero!
Nem festa ou bolero

Sê real! Não te esconde
Amor, não do mundo
Amor, amor profundo

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Poema 219 - Insano I


12/07/09 - 02:10

Caro amigo, que sensação, não?
De repente tudo parou
E você ficou ali, nem respirou
Só a batida no peito, o coração

Quando estava caminhando
Nem percebia os arredores
Mas ela chegou e acertando
Tua alma, não quis pormenores

É, roubou, sim, ela roubou
Roubou tua calma e insinuação
Quem diria, o jogador sem ação

Mas, o que te preocupa
É essa febre e a culpa
De roubar quem te acertou

Poema 216 - Gostar de Gostar


06/07/09 - 22:17

Porque gosto de gostar de alguém
Não é pela pessoa em si
Mais pelo prazer de sentir
Um vício em paixão que me tem

Claro, gostar de gostar
É egoísmo deslavado
Mas se eu fosse me importar
Não seria desalmado

Nem tanto assim poeta
Nem a esquerda ou a direita
Sabes que tens uma meta

Procure seguir a receita
Mas gostar de gostar
É tão bom quanto amar